quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pinacoteca de São Paulo - Cultura Paulistana a Cima de Tudo



A Integração de Diversos Públicos Através da Arte


A cidade de São Paulo oferece inúmeras oportunidades para moradores e turistas se divertirem e também para aprenderem através da história e arte. Uma das opções disponíveis no centro da capital é a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Quando nos deparamos com o prédio da Pinacoteca, um ar de cultura é inserido em nós, a começar pela sua construção, projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo e fundado em 1905. Construído inicialmente para ser a Escola “Liceu de Artes e Oficio”, tem uma arquitetura que se harmoniza com o seu entorno, localizada no Parque da Luz ao lado da estação tradicional de mesmo nome, sustenta a serenidade de uma matrona da cultura paulistana.

Neste meio localizamos a Estação Pinacoteca, mais adiante iremos encontrar a Sala São Paulo, na estação Julio Prestes. Este conjunto cultural nos leva a refletir o que representa para a história de São Paulo estes prédios. História que evolui com a Revolução de 1932, posteriormente com a ditadura militar (1964 a 1985), com o DEOPS, com os quartéis, época que não sairá da memória de quem viveu este episódio.

A porta da Pinacoteca é o inicio de uma viagem, seus tijolos á vista gigantes para os dias de hoje, sua escadaria imponente, salão de entrada, no qual hoje abriga o Espaço Octógono de Arte Contemporânea, que foi iniciado em 2003, com objetivo de estimular a produção e a difusão da arte contemporânea.



Aos sábados, a Pinacoteca fica bem movimentada. Com a entrada franca, pode-se constatar a presença de diversos tipos de público: São excursões de escolas, grupos de senhoras, pesquisadores, amantes da boa arte ou também quem procura de certa forma refletir sobre situações diversas da vida, como comentou a visitante Mila da Silva, estudante de Teatro, designer e que faz pinturas com tecidos.”Gosto desses ambientes onde o silencio e o barulho são diferentes. Paredes, ar tudo tem história”, afirma Mila de 29 anos.A Pinacoteca tem em seu acervo obras de Di Cavalcanti, Rodin, Almeida Junior, Eliseu Visconti, Tarsila do Amaral, Nelson Leirner, Victor Becheret, Antonio Parreira, e quadros a óleo de diversos artistas e um salão com obras direcionadas à cidade de São Paulo.

A Pinacoteca conta com pessoal especializado para recepcionar os visitantes e notamos que existe grande motivação para realizar esse tipo de trabalho.

Quando iniciei a cinco anos meu trabalho na Pinacoteca não conhecia nada de arte, e hoje a arte faz parte da minha vida, estudo psicologia e posso aplicar a arte “enfatiza Viviane Cristina, que trabalha na recepção da exposição Ouros de Eldorado “


Áreas de conveniência como a livraria, que além de sourvenirs, tem obras editadas de pinturas, onde pode-se destacar Debret, contemporâneo da vinda da família real ao Brasil. Áreas para descanso, com bancos, no qual duas senhoras da cidade de São José do Rio Pardo, ( Jacira de Souza e Algemira Pinheiro ) que visitavam a Pinacoteca pela 1ª vez. Às vezes, a cultura não chega às pessoa, gostei de ver a exposição de Vera Chaves Barcelos, projeto octógono. Sempre que tenho oportunidade venho a São Paulo visitar museus, a história do pais é longa e interessante, conta D. Jacira de Souza.

A arte toca às pessoas, quando elas estão a frente de um quadro nota-se uma transformação, parece uma viagem ao objetivo do artista, analisando as formas, os detalhes. Cada apreciador dentro do seu nível de conhecimento.

Nota-se um grupo de alunos entre eles Kayan Soumaile 14 anos e Felipe Bragion 15 anos que estavam interessados pelo Toten, escultura de madeira com diversos animais esculpidos instalados numa área de descanso.


Um depoimento interessante foi de duas estrangeiras que visitavam a Pinacoteca, uma estudante da USP ( Marta Villareal - Espanha ) e outra estagiária numa empresa em São Paulo ( Edurne Sanches – Cuba ) – A pinacoteca tem muitas misturas de obras, gostamos muito das obras e principalmente da Exposição Ouros de Eldorado – Arte Pré-Histórica da Colômbia. As pessoas que trabalham detém muito conhecimento, há uma boa estrutura no local.

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, tem programas para atender professores, oferecendo materiais educativos para instituição de ensino, podendo ser retirados por um professor representante no núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca.

A Instituição tem preocupação tem sua preocupação com públicos especiais e com a inclusão sociocultural por meio dos Programas Educativos para Públicos Especiais ( PEPE ), Programa de Inclusão Social ( PISC ).

O Núcleo de Ação Educativa estão voltados a desenvolver ações educativas a partir das obras do acervo, promover a qualidade da experiência do público no contato com obras, garantir a ampla acessibilidade ao museu, além de incluir pessoas habitualmente não freqüentadoras e incentivá-las à visitação.

Como um espaço cultural e social, a Pinacoteca tem grande interesse em passar para os diversos públicos as formas de artes, integrar o paulistano, turistas, pesquisadores de todo o mundo para conhecer e estudar.


Pinacoteca do Estado de São Paulo


Praça da luz, 02- tel. 3324-1000
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado ( Pinacoteca e estação Pinacoteca ): R$ 6,00 e R$ 3,00
Grátis aos sábados / Estudante com carteirinha pagam meia entrada
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam
Site; www.pinacoteca.org.br





Fernanda Barbosa

José Roberto De Caria

METAMORFOSE

A METAMORFOSE

O QUE ATRAI, LER UM LIVRO CHAMADO METAMORFOSE

Imagine acordar de forma diferente, metamorfosiando, tendo sua estrutura modificada, passar de uma situação para outra, situação intrigante, porque ou como acontece.
A novela de Kafka é uma reflexão sobre modificações que ocorrem de forma radical na vida.
Ele Gregor, acorda metamorfosiando, vendo o seu corpo transformar-se em um araquinidio, e a estória se desenrola tendo como personagens, seus pais aposentados, sua irmã, o gerente a empresa onde ele trabalha com caixeiro viajante.
Com a metamorfose, Gregor passa de provedor, o responsável pela renda da família, a dependente, e os pais e a irmã se vêm em situação a qual tem que buscar recurso através do trabalho.
Identificamos as fases da vida, onde ser, estar e ter, passam por situações  agradáveis a desagradáveis. O gerente da empresa, quer satisfações do porque Gregor não vai trabalhar, os pais não entendem porque o filho se transformou-se em um ser fora dos padrões. A irmã perde a condição de mimada e se torna a cabeça da família para este caso. A metamorfose mostra que por mais estável que as coisas possam estar, existem possibilidades de ocorrer modificações bruscas que nos levam a mudar pensamentos, convicções, quebrar preconceitos, reiniciar e progredir, pois quando há a metamorfose de Gregor, a família passa por um estagio de pertubação e descontrole, ao passar do tempo há uma acomodação e sem esperança a vida vai de condicionando as situações.
A metamorfose faz parte da vida, cumpre tirar proveitos das lições que são impostas .

A Metamorfose
Franz Kafka
Companhia das Letras.

domingo, 22 de agosto de 2010

Cronica " O Morno "

MORNO


Pensamos que as coisas estão andando normal, porém nada de novo acontece quando a rotina bate a porta e a graça do algo mais inexiste. É hora de verificar se não estamos entrando numa zona que podemos chamar de mornolismo.

O mornolismo, de morno, é a fase que as coisas acontecem e não nos tocam, ou seja a motivação acaba, o faço por que faço, a inspiração acaba, as musas desaparecem, é um passo para o tédio.

Por que o morno ninguém suporta o morno, café tem que ser quente, refrigerante tem que ser frio... O que fazer para não deixar a vida cair no morno?

Os dias são cheios de informações, arquivos repletos de pastas, contemplando “um dia vou usar “.

No processo de ter e ter em detrimento do ser, mas sou o que(?), mais um vivente nesses números do IBGE, sou mais um que paga imposto, e não é pouco. Qual o meu objetivo na vida, como conseguir indentificar? Penso no objetivo da vida das responsabilidades, que não vou fugir, pois a sociedade cobra. Mas o que fazer para sair do morno, da doença do mornolismo? A sociedade nos impõe situações que, como identificou Adorno, nos torna pseudoindivíduos, somos o que pensamos ser, mais estamos sempre a sombra de personagens, são artistas, jogadores, pessoas tidas como bem sucedidas.

O mornolismo é a situação do ser sem motivação, sabe que não construiu, porém não tem coragem de começar ou recomeçar.

O mornolismo é a falta de fé, é a falta de objetivos, é a falta de acreditar que as coisas que dependem de nós são possíveis, bastando identificá-las.

Conhece-te a ti mesmo, a mensagem do Templo de Delphos na Grécia, e orientação que Sócrates dava aos seus discípulos, conhecendo-se, podemos melhorar as nossas ações, melhorando identificamos o nosso potencial, e depois a ação, potencial que é a força de transformar o que dorme no nosso eu em ato. Conforme Aristóteles, potência e ato, tudo transforma-se e este poder de melhorar nos da a motivação. Devemos direcionar o nosso pensamento para sairmos ou não entrarmos na zona do mornolismo.

José Roberto De Caria

12/06/2010.